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Free Bonuses up to 000Fundado a 21 de Março de 1980, o Núcleo de Espeleologia da Associação Académica da Universidade de Aveiro (NEUA) já conta com mais de três décadas de Espeleologia. São incontáveis as actividades, sem falar nos rostos que foram sendo a face do NEUA. Por cá passaram gentes de muitas partes, curiosos, assíduos, ferrenhos... quer da vida debaixo de terra, quer das montanhas e do ar livre. No início, havia a vontade e o entusiasmo de cerca de uma dezena e meia de alunos entre os cursos de Electrónica, Ambiente e Biologia que os levava a dedicar o seu tempo livre a explorar as grutas da região centro do país. Era uma altura de recursos escassos mas em que praticar este tipo de actividades era mais simples. O equipamento não era muito caro, à base de escadas "Pierre Alain" e cabos de segurança. Com muito menos dinheiro e menos esforço um grupo considerável deslocava-se pelos seus próprios meios para as zonas a explorar e aí andando a pé e à boleia, contactavam com as populações locais que iam ajudando na identificação das grutas a explorar. Em 1981, subsidiado pela Câmara Municipal de Alvaiázere, teve lugar um acampamento de verão para inventariação sistemática das cavidades naquele Concelho. A publicação dos resultados desta actividade levou ao aparecimento da revista Espeleo Divulgação, cujo primeiro número foi publicado a 8 de Junho de 1982. A edição desta revista durante os quatro anos que se seguiram, com carácter anual, constituiu um marco importante da espeleologia em Portugal, tendo projectado a imagem do NEUA, no país e além fronteiras, como um grupo com capacidade técnica e científica para levar a bom termo os seus objectivos. Até 1986, o NEUA realizou a inventariação sistemática de cavidades em Alvaiázere, Sicó, Penacova, Cantanhede, um curso de mergulho orientado para espeleólogos (1983). Realizou os primeiros mergulhos espeleológicos em Portugal (1984), impulsionou a criação da Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE) (1986), efectuou sessões de divulgação e sensibilização de populações para o perigo da contaminação dos lençois de água (Ereiras 1984, Redinha 1985), efectuou trabalhos importantes de exploração e desobstrução em algumas das mais importantes grutas nacionais, como a Pena da Falsa, a Cova da Velha e a Gruta da Nascente do Almonda. Durante estes anos são completamente implantados em Portugal os avanços nas técnicas de exploração e progressão em cavidades, que encarecem significativamente a actividade espeleológica, devido ao investimento significativo em equipamento individual e colectivo que envolvem. A formação espeleológica ganha um carácter sério e muito importante com a formação da Federação Portuguesa de Espeleologia e a consequente regulamentação da graduação e da credenciação de espeleólogos, e torna-se uma das mais importantes actividades do NEUA, que é considerado um dos melhores grupos portugueses neste campo.Se o NEUA já se tinha distinguido no panorama Nacional e Internacional, pela sua capacidade técnica e científica, é com Espeleossocorro que no início da década de 1990 se afirma mais uma vez e projecta a sua imagem em todo o país. A partir de 1991, começam as actividades fora do país, com as saídas para Espanha. É também nesta altura que surge uma nova actividade no NEUA; o montanhismo. Este surge em parte devido à dificuldade de cativar novos adeptos da actividade espeleológica. O montanhismo começa com a marcha de montanha; actividade aprazível e que encontra grande aceitação tanto na Academia Aveirense, como noutras academias e junto da população em geral. Nos anos seguintes seriam percorridas diversas serras portuguesas através de actividades organizadas pelo NEUA em locais como a Serra de Sicó, a Serra da Estrela, Gerês e Alvão. Em 1992 é realizada a primeira actividade de Marcha de Montanha nos Pirenéus, contribuindo em larga escala para divulgação do NEUA e das suas actividades. Esta actividade tornou-se a maior e mais envolvente actividade do grupo, tendo-se realizado sete edições em anos consecutivos, durante as quais participaram cerca de duas centenas de estudantes e aficcionados de todos os pontos do país. Com este sucesso a Marcha de montanha passa a fazer parte das actividades dinamizadas pelo NEUA ao longo de todo o ano. A vontade de ir mais longe e a necessidade de formação, leva a que, em colaboração com o Clube Nacional de Montanhismo - Secção Norte, se realizem dois cursos de Técnicas Invernais, em 1994 e 1997. Está dado o primeiro passo para o alpinismo e a alta-montanha. Desde então vão surgindo com regularidade actividades mais técnicas, com ascensões e travessias nos Pirinéus, Picos de Europa, Gredos e Alpes. Com o objectivo de dinamização de actividades em zonas cársicas, de índole diferente e mais conhecidas pelo público em geral, surgem também as actividades de BTT (Bicicleta de Todo o Terreno), que deram origem a quatro Edições do Torneio de Sicó, com a colaboração da Câmara Municipal de Ansião, que também assumiram um papel muito importante na divulgação das actividades do NEUA. Desde o início dos anos 90 o NEUA tem investido em publicitar as suas actividades através de material publicitário comum (cartazes, desdobráveis e panfletos) bem como através dos meios de comunicação social, tendo colaborado com diversas revistas e jornais, para além da RTP - Rádio Televisão Portuguesa, com a qual mantém uma colaboração frequente. A promoção de palestras e conferências com alpinistas e escaladores, também tem rendido frutos na missão de divulgar estas actividades na comunidade estudantil Aveirense; sem esquecer a realização de diversas exposições de fotografia sobre espeleologia e montanhismo no campus da UA.Em 1999 são acrescentadas duas novas actividades ao curriculum do NEUA: a escalada e o canyoning. Em 2000, a formação de escaladores atinge um volume de actividades considerável, com a realização de um curso de Técnicas de Escalada em Artificial e com a participação no Curso de Técnicas de Resgate em Montanha da prestigiada Escola Espanhola de Alta Montanha, actividades que contaram com a colaboração da Câmara Municipal de Aveiro.
Também com a colaboração desta autarquia, foi continuada em 2000 a formação de socorristas, com o apoio da Cruz Vermelha Portuguesa, salientando-se o Curso Complementar destinado a complementar a formação dos quadros técnicos deste núcleo. A preocupação com a saúde e bem-estar de todos os praticantes dos chamados desportos de aventura levou o NEUA a organizar, em 2001, as I Jornadas de Saúde e Resgate em Desportos de Aventura. Este evento, pioneiro em Portugal, levantou o debate sobre todo um quadro de prevenção bem como o sistema de socorro inerente a estas actividades que, atendendo ao meio em que decorrem, têm carências específicas no que concerne aos mais diversos aspectos de saúde. Foi também neste ano que, pela primeira vez, espeleólogos portugueses efectuaram uma grande travessia em autonomia: o sistema Cueto - Coventosa - Cuvera, localizado na Cantábria, Espanha. Este sistema, com mais de 30 Km de desenvolvimento, caracteriza-se pelo seu poço de entrada com 600m de profundidade e um desnível total acumulado de -850m.Em 2005 o NEUA comemora o seu 25º aniversário e edita o número 6 da sua revista Espeleo Divulgação.
Actualmente, o Núcleo de Espeleologia da Associação Académica da Universidade de Aveiro, tem ao longo de todo o ano um vasto plano de actividades abarcando um leque diversificado de actividades e cursos de iniciação às diversas actividades que realiza, cursos de especialização, homologados pela Federação Portuguesa de Espeleologia; marchas de montanha, escaladas, saídas de espeleologia e alpinismo, tanto no nosso país como para o estrangeiro. Continua a haver a preocupação de produzir trabalho, patente nos constantes trabalhos de prospecção e inventariação de cavidades.
Uma forte componente do NEUA são as actividades de divulgação junto das escolas, onde a espeleologia vai despertando interesse e conquistando adeptos entre os mais novos. A capacidade técnica do NEUA leva a que este seja procurado para a prestação de serviços, que ocorre tanto na forma de explorações espeleológicas como em trabalhos verticais – a aplicação das técnicas da escalada na indústria. O crescente interesse pelas actividades de ar livre, tendência à qual Aveiro não escapa, o facto de estar inserido na Universidade, que conta já com mais de 10.000 alunos, integrando a estrutura da Associação Académica, a própria localização geográfica e a particularidade de se tratar do único grupo com actividades do género em Aveiro, tornam o NEUA cada vez mais solicitado para a organização de actividades e cursos de formação. Os cursos acabam, as caras vão mudando (algumas teimam em aparecer e são sempre bem-vindas!), os objectivos vão sendo delineados consoante os grupos dirigentes, tendo sempre por base o objectivo de divulgar e desenvolver a Espeleologia no campus universitário e em todo o país. Ao longo dos seus 30 anos de história, o NEUA sempre se pautou por um comportamento sério, digno e democrático, estando sempre receptivo a todas as participações construtivas e aberto a novos membros. |